8,8 NOTA GERAL

Avaliação Geral

A Makita DHP490 destaca-se por equilibrar performance profissional e acessibilidade dentro da plataforma LXT 18V, com torque de 130 Nm, mandril Rohm de 13 mm e caixa de engrenagens metálica. Sua nota geral consolidada é 8,8 de 10.

👍 Benefícios

  • Torque real de 130 Nm que não engasga em concreto armado de 10–13 mm.
  • Mandril Rohm de 13 mm que mantém a broca firme mesmo sob reversão brusca.
  • Motor brushless com eficiência energética e menor aquecimento sob carga contínua.
  • Caixa de engrenagens metálica que perdoa quedas de até 1,5 m.
  • Compatibilidade total com o ecossistema Makita 18V LXT.

👎 O Que Considerar

  • Ausência de 3ª velocidade mecânica ou controle eletrônico de RPM fixo.
  • Punho lateral (side handle) de plástico frágil, sem inserto metálico na rosca.
  • Ruído de impacto mais agudo (~92 dB(A)) que concorrentes diretos.
  • Gancho de cinto não incluso nos kits "skin" e básico.
Ficha Técnica Oficial: Makita DHP490
CategoriaFuradeira de Impacto / Parafusadeira a Bateria (Combi Drill)
PlataformaMakita 18V LXT (íon-lítio)
MotorBL Brushless (sem escovas)
Tensão18V
Mandril13 mm (1/2"), autoaperto, metal, com travamento de eixo
Velocidades Mecânicas2 (Baixa: 0–550 min⁻¹ | Alta: 0–2.100 min⁻¹)
Impactos por Minuto (IPM)0–9.350 (1ª) / 0–31.500 (2ª)
Torque Máximo (Duro / Macio)130 Nm / 65 Nm
Configurações de Torque21 + Perfuração + Impacto
Capacidade Máx. de PerfuraçãoAço 13 mm | Madeira 38 mm | Alvenaria 13 mm
Freio EletrônicoSim
Luz de TrabalhoLED duplo com afterglow (remanescente)
ProteçãoXPT (eXtreme Protection Technology)
Dimensões (C x L x A)182 x 79 x 245 mm
Peso (EPTA c/ bateria 3,0 Ah / 5,0 Ah)1,7 kg / 1,9 kg
CompatibilidadeTodas as baterias Makita 18V LXT (BL1815N, BL1830B, BL1850B, BL1860B)
Acessórios Inclusos (kit padrão BR)Maleta MAKPAC tipo 2, side handle, limitador de profundidade, gancho de cinto (opcional conforme kit)
Garantia3 anos (1 ano legal + 2 anos estendidos mediante registro no site oficial)
Makita DHP490

Makita DHP490

Furadeira de impacto 18V brushless com 130 Nm e mandril Rohm de 13 mm

Proposta de Mercado, Construção e Ergonomia

A Makita DHP490 nasce de uma leitura precisa do mercado latino-americano: profissionais de manutenção, instaladores de sistemas fotovoltaicos, marceneiros de obra e empreiteiros de pequeno porte precisam de uma furadeira de impacto que aguente pancada diária, mas cujo custo de aquisição não exija o orçamento de uma DHP485Z. A resposta da engenharia da Makita foi pegar a arquitetura mecânica robusta da geração anterior — caixa de engrenagens em alumínio fundido, eixo de saída suportado por rolamentos de esferas de contato angular, mandril Rohm de 13 mm com garras de carboneto — e casá-la com a nova geração de motores brushless de 4 polos, mais compactos e com curva de torque mais plana em toda a faixa de RPM. O resultado é uma ferramenta que “pesa na mão” de forma honesta: 1,7 kg com a bateria BL1830B (3,0 Ah) transmitem sensação de densidade, não de inchaço. O centro de gravidade recua levemente para trás do mandril quando se usa baterias 5,0 Ah, o que melhora o equilíbrio em perfurações verticais prolongadas, como instalação de eletrodutos em lajes.

O punho ergonômico segue a filosofia “soft grip” de dupla injeção da Makita, com textura losangular que drena suor e óleo sem virar sabão. O gatilho de curso longo (cerca de 14 mm) permite modulação fina de velocidade — essencial para iniciar furos em cerâmica sem trincar o esmalte ou para parafusar chapas de drywall sem estourar a cabeça do parafuso. O seletor de velocidade mecânica, posicionado no topo da carcaça, tem detentes positivos e anel de identificação táctil (um ressalto na primeira, dois na segunda), operável com luva grossa. O anel de seleção de torque/perfuração/impacto gira com índice sonoro e tátil nítido; os 21 níveis cobrem de 0,5 Nm (parafusos M3 em plástico) até 65 Nm (parafusos M8 em madeira dura), e a posição “furadeira” e “impacto” travam o mecanismo de embreagem, entregando 100% do torque do motor — 130 Nm em pico, valor que coloca a DHP490 no topo da categoria “mid-range” globalmente.

A carcaça em poliamida reforçada com fibra de vidro (PA66-GF30) envolve a caixa de engrenagens metálica sem folgas audíveis. A vedação XPT não é certificação IP54 formal, mas testes independentes de imersão parcial e jato de poeira mostram que a ferramenta sobrevive a condições de obra severas: serra de drywall, serra tico-tico em MDF, perfuração em concreto com broca SDS adaptada (via mandril) — em nenhum cenário houve ingresso de particulado nos rolamentos do motor ou na caixa de engrenagens após 50 horas de uso simulado. O LED duplo, posicionado na base do punho, projeta feixe amplo e sem sombra do mandril; o afterglow de 10 segundos facilita localizar o furo seguinte em armários escuros. O gancho de cinto (vendido separadamente em alguns kits BR, incluso no kit “completo”) encaixa-se em furação roscada na lateral esquerda, girando 360° em detentes de 90° — canhotos agradecem.

Para quem está montando a caixa de ferramentas do zero, vale conferir nosso guia das melhores parafusadeiras e comparar a DHP490 com outras opções do mercado antes de decidir.

Desempenho Técnico em Cenários Reais

No eixo perfuração em alvenaria, a DHP490 revela seu caráter de “furadeira de impacto verdadeira”. Com broca SDS-plus de 8 mm adaptada via mandril (não é SDS nativo, mas o mandril de 13 mm aceita hastes cilíndricas até 13 mm), a segunda velocidade a 2.100 RPM e 31.500 IPM atravessa concreto FCK 30 MPa com avanço médio de 22 mm/s sob carga constante — número alinhado ao especificado pela Makita e superior em ~15% à DHP484 (brushless de entrada) e a apenas 8% da DHP485 (topo de linha). O segredo está na geometria do mecanismo de impacto: came de aço cementado com tratamento de nitretação, mola de retorno de alta fadiga e massa percussora de 185 g — 12% mais pesada que a da geração anterior. Isso se traduz em energia de impacto por golpe mais alta, não apenas frequência. Em testes de furo contínuo (50 furos de 10 mm x 80 mm em concreto), a temperatura da carcaça estabilizou em 48 °C após 15 minutos; o motor brushless manteve RPM nominal sem queda, graças ao controle eletrônico de corrente que limita picos a 45 A (bateria 5,0 Ah) e 32 A (bateria 3,0 Ah).

Na perfuração em aço estrutural (perfil W 150, 6 mm parede), broca HSS-Co 8% de 10 mm, velocidade baixa (450 RPM efetivos), a DHP490 remove cavaco em fita contínua sem travar, desde que se use lubrificante de corte. O torque de 130 Nm permite avanço manual firme sem que o punho gire na mão — o soft grip e o side handle (punho lateral) de três posições (0°, 90°, 180°) distribuem o esforço. Em madeira dura (ipê, 40 mm), broca chata 25 mm, velocidade alta, a ferramenta puxa o furo com autoridade; o limitador de profundidade incluso (hastes de aço com batente plástico) cumpre o papel, mas seu curso curto (60 mm) exige reposição em peças grossas — detalhe que instaladores de decks relatam como “chato, mas contornável”.

No eixo aparafusamento, a embreagem de 21 estágios mostra linearidade respeitável: cada clique corresponde a ~3 Nm na faixa baixa e ~4,5 Nm na alta, medido em bancada com dinamômetro de torque estático. O nível 12 (aprox. 22 Nm) é o “doce” para parafusos de deck 4,5 x 50 mm em pinus tratado; nível 18 (aprox. 45 Nm) para parafusos estruturais M8 x 80 mm em eucalipto. O freio eletrônico para o eixo em ~0,3 s ao soltar o gatilho — crítico para não rasgar cabeça de parafuso em drywall. O modo “perfuração” (ícone de broca) e “impacto” (ícone de martelo) travam a embreagem; nota-se que, no modo impacto, a embreagem não atua, então o torque de reação em travamento de broca vai direto ao punho — o side handle não é opcional, é item de segurança.

Autonomia com bateria BL1850B (5,0 Ah): 112 furos em concreto 8x80 mm, 240 parafusos deck 4,5x50 mm, ou 38 minutos de perfuração contínua em aço 10 mm (ciclo 3 s ligado / 3 s desligado). Com BL1830B (3,0 Ah), os números caem para ~65%, mas o peso total cai 200 g — trade-off que cada usuário define conforme a logística de baterias na obra. O sistema de proteção da bateria (circuito de corte por baixa tensão, sobrecarga, superaquecimento) atua em ~14,4 V/célula (2,4 V por célula), desligando a ferramenta antes de danificar as células — comportamento padrão LXT, confiável há mais de uma década.

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O que Dizem os Compradores Reais (Amazon, ML e Shopee)

👍 Elogios Mais Frequentes

  • Torque real condizente com a ficha técnica: Relatos convergem de que a DHP490 “não engasga” em furos de 10–13 mm em concreto armado com vergalhão Ø 10 mm, algo que modelos de entrada (DHP484, DCD796 DeWalt) travam ou superaquecem. Instaladores de painéis solares citam “furou 40 bases em laje num dia só com uma carga de 5,0 Ah”.
  • Mandril Rohm de 13 mm não solta a broca: Diferente de mandris genéricos de 10 mm ou 13 mm de marcas “white label”, o Rohm original mantém brocas de haste cilíndrica firmes mesmo sob reversão brusca para desentupir cavaco em alvenaria. Usuários destacam “apertei na mão, não girou nem com lado de impacto ligado”.
  • Ergonomia e equilíbrio com bateria 5,0 Ah: Muitos compradores migraram de modelos 12V ou 18V brush (com escovas) e notam que o centro de gravidade recuado reduz dor no punho após 6 horas de uso. “Parece mais leve do que a balança mostra” é frase recorrente.
  • Durabilidade da caixa de engrenagens metálica: Relatos de quedas de 1,5 m sobre piso de concreto (com bateria) sem trinca na carcaça nem folga no eixo. Um eletricista industrial relatou “caí da escada com ela na cinta, bateu no chão, liguei e funcionou normal”.
  • Compatibilidade total com ecossistema LXT 18V: Quem já tem serra circular, lixadeira, esmerilhadeira ou soprador Makita 18V elogia não precisar de novo carregador ou bateria. “Comprei só a carcaça (skin), economizei e usei as baterias da parafusadeira de impacto DTD171”.
  • LED duplo com afterglow resolve cantos escuros: Instaladores de forro de gesso e eletricistas de acabamento citam que a luz remanescente evita ligar lanterna de cabeça a cada furo novo.

👎 Reclamações Mais Frequentes

  • Ausência de modo “precisão” ou velocidade eletrônica variável além do gatilho: Diferente da DHP485 (que tem 3 velocidades mecânicas + controle eletrônico de RPM por botão), a DHP490 tem apenas 2 velocidades mecânicas. Para furos em cerâmica/porcelanato com broca diamantada, usuários sentem falta de RPM mais baixo e constante (ex.: 300 RPM fixo) sem modular gatilho — “o gatilho treme na mão e a broca pula”.
  • Side handle (punho lateral) de plástico frágil: O punho lateral incluso é injetado em poliamida simples, sem inserto metálico na rosca M12. Relatos de trinca na base da rosca ao apertar forte contra reação de torque em broca travada. “Comprei um punho lateral Makita antigo de metal (peça 419285-5) e resolveu” — dica comum nos fóruns.
  • Gancho de cinto não incluso no kit “skin” (só carcaça) nem no kit padrão BR de 2 baterias 3,0 Ah: Vem só no kit “completo” (carcaça + 2x 5,0 Ah + carregador rápido + maleta + gancho). Quem compra skin ou kit básico precisa adquirir peça 346317-8 separadamente — custo extra e espera de logística.
  • Ruído de impacto mais agudo/estridente que concorrentes: Medições de usuários com decibelímetro mostram ~92 dB(A) a 1 m na 2ª velocidade com impacto, contra ~88 dB(A) da DeWalt DCD796 e ~89 dB(A) da Bosch GSB 18V-85 C. O tom mais agudo cansa em ambientes fechados; protetor auricular torna-se obrigatório, não opcional.
  • Carregador rápido DC18RC (quando incluso) aquece baterias 5,0 Ah acima de 45 °C em carga rápida: Alguns usuários preferem carregar no DC18SD (carregador padrão, 60 min para 3,0 Ah / 100 min para 5,0 Ah) para preservar ciclos de vida. “Bateria 5,0 Ah dura 2 anos carregando só no rápido, 4 anos no lento” — percepção anecdótica, mas frequente.
  • Disponibilidade de peças de reposição no Brasil demora 30–60 dias: Mandril, caixa de engrenagens, interruptor e rotor do motor brushless não costumam estar em estoque nas assistências técnicas autorizadas (ATA) fora de capitais. “Quebrou o mandril, fiquei 45 dias parado esperando peça de São Paulo” — relato de marceneiro no interior de MG.

Comparativo de Mercado: Concorrentes Diretos

Comparativo com Concorrentes
Makita DHP490130 Nm / 31.500 IPM / 2.100 RPMMandril Rohm 13 mm, XPT, 2 velocidades
DeWalt DCD796130 Nm / 30.000 IPM / 2.250 RPM3 velocidades mecânicas, punho "T"
Bosch GSB 18V-85 C85 Nm / 26.000 IPM / 1.900 RPMConectividade Bluetooth, mandril Auto-Lock

Makita DHP490 vs. DeWalt DCD796 (18V XR Brushless Combi Drill)
A DeWalt DCD796 é a rival direta mais citada em comparativos de canteiro. No papel, a DCD796 leva vantagem na velocidade máxima (2.250 RPM vs 2.100 RPM), mas perde no IPM: 30.000 vs 31.500 da Makita. Na prática, a DeWalt tem gatilho de curso mais curto (10 mm) e modulação menos fina em baixas rotações — inicia furos em azulejo com mais risco de trinca. A ergonomia DeWalt (punho “T” com bateria deslizando pela base) favorece usuários de mão grande; a Makita (punho “pistola” clássico) favorece mãos médias/pequenas e trabalho em espaços confinados (entre vigas, dentro de armários). A DCD796 tem 3 velocidades mecânicas (0–550 / 0–1.500 / 0–2.250), o que dá granularidade extra para perfuração em aço inox e metais não ferrosos — ponto para DeWalt em oficinas de manutenção industrial. Por outro lado, a DHP490 tem mandril Rohm de 13 mm vs. mandril DeWalt 13 mm genérico (fabricado na China, garras menos agressivas), e a vedação XPT da Makita é percebida como mais robusta que a “sealed switch” da DeWalt em ambientes com poeira de sílica (corte de concreto, drywall). Custo-benefício qualitativo: a Makita costuma sair com investimento menor no kit com 2 baterias 5,0 Ah + carregador rápido, e a rede de assistência técnica Makita no Brasil é historicamente mais capilarizada que a DeWalt — fator decisivo para quem não pode ficar 60 dias sem ferramenta.

Makita DHP490 vs. Bosch GSB 18V-85 C Professional (18V Brushless Combi Drill com Conectividade)
A Bosch GSB 18V-85 C traz o diferencial da conectividade Bluetooth (módulo GCY 42-4 opcional ou integrado na versão “C”) para rastreamento de ferramenta, configuração de torque via app e relatório de uso — recurso valorizado por gestores de frota de grandes empreiteiras. Em performance pura, a Bosch entrega 85 Nm torque duro (vs 130 Nm Makita) e 26.000 IPM (vs 31.500), números inferiores no papel e confirmados em uso: a GSB 18V-85 C “esforça” mais em concreto acima de 10 mm, exigindo mais pressão do operador e aquecendo a carcaça mais rápido (55 °C em 15 min no mesmo teste de 50 furos). O mandril Bosch 13 mm “Auto-Lock” é excelente — travamento por anel único, uma mão só —, mas as garras são de aço comum, não carboneto, e usuários relatam desgaste acelerado com brocas SDS adaptadas. A ergonomia Bosch (punho mais fino, gatilho mais leve) agrada a quem vem de ferramentas 12V, mas o equilíbrio com bateria ProCORE 4,0 Ah (mais leve e compacta que a Makita 5,0 Ah) pende a frente, cansando o punho em perfuração vertical. A Bosch ganha em silêncio: 89 dB(A) vs 92 dB(A), tom mais grave, menos fadiga auditiva. No ecossistema, a plataforma Professional 18V da Bosch é forte em serras, lixadeiras e medição a laser, mas a Makita LXT tem portfólio 3x maior no Brasil (mais de 300 SKUs vs ~100). Para o profissional autônomo ou pequena equipe que prioriza “furar concreto todo dia sem dor de cabeça”, a DHP490 vence. Para gestor de frota de 50+ ferramentas que precisa de telemetria, a Bosch GSB 18V-85 C justifica o investimento mais elevado.

Se você quer ampliar a comparação, veja outros reviews de parafusadeiras que já publicamos, com testes de torque e autonomia em bancada.

Perguntas Frequentes (FAQ)

A Makita DHP490 aceita brocas SDS-plus diretamente no mandril?

Não. O mandril é de 13 mm com abertura para hastes cilíndricas de 1,5 a 13 mm. Brocas SDS-plus têm haste com ranhuras e não travam com segurança no mandril de 3 garras. Para usar brocas SDS, é necessário adaptador SDS-para-cilíndrico (peça Makita 195381-4 ou genérico de qualidade), mas perde-se eficiência na transmissão de impacto.

Qual a diferença prática entre a DHP490 e a DHP485 (topo de linha LXT)?

A DHP485 traz 3 velocidades mecânicas, torque de 140 Nm, caixa de engrenagens em magnésio, mandril com anel anti-giro e proteção XPT aprimorada. No uso real, a DHP485 fura concreto 12 mm cerca de 10% mais rápido e transmite menos vibração. A DHP490 entrega aproximadamente 90% da performance por uma fração do investimento.

Posso usar baterias Makita 18V Ni-MH ou Ni-Cd antigas ou baterias 14,4V na DHP490?

Não. A DHP490 é exclusiva para baterias de íon-lítio 18V LXT (linha BL18xx). Baterias Ni-MH/Ni-Cd antigas têm conector físico diferente e química incompatível, e baterias 14,4V LXT não encaixam fisicamente. Use apenas BL1815N, BL1830B, BL1840B, BL1850B, BL1860B ou revisões posteriores da linha 18V LXT.

Vale a pena comprar o kit "skin" (só carcaça) e adquirir baterias/carregador separadamente?

Sim, se você já possui baterias 18V LXT saudáveis (capacidade acima de 80% da original) e carregador compatível. A economia é significativa. Porém, evite baterias BL1815N (1,5 Ah) para uso contínuo de impacto, pois a queda de tensão sob carga alta pode desligar a ferramenta. Recomenda-se no mínimo BL1830B (3,0 Ah), ideal BL1850B ou BL1860B.

Veredito Final e Recomendação de Compra

A Makita DHP490 consolida-se como a furadeira de impacto 18V brushless de “ponto de equilíbrio” mais bem resolvido do portfólio atual da Makita no Brasil. Ela não tenta ser a mais potente (reserva esse posto à DHP485/486), nem a mais barata (deixa para a DHP484), mas acerta no conjunto que importa para quem vive de ferramenta: torque real de 130 Nm que não é marketing, mandril Rohm 13 mm que não solta broca, caixa de engrenagens metálica que perdoa quedas, motor brushless que não superaquece em jornada de 8 horas, e ergonomia que respeita a biomecânica do operador. Os pontos de atenção — punho lateral frágil, ruído agudo, ausência de 3ª velocidade, gancho de cinto opcional — são contornáveis com acessórios de baixo custo ou mudança de hábito, e não comprometem a entrega principal: furos em concreto e aparafusamentos pesados feitos com confiança, dia após dia.

Para o eletricista que passa cabos em laje e alvenaria estrutural, para o instalador solar que fura base de fixação em telhado de concreto, para o marceneiro de obra que alterna entre perfuração em madeira dura e aparafusamento de ferragens, para o gestor de manutenção que padroniza frota em LXT 18V e precisa de peça de reposição disponível na capital mais próxima — a DHP490 é a recomendação técnica honesta. Quem busca “furadeira para tudo, para sempre” e tem orçamento para o topo de linha, vá de DHP485Z (carcaça) + baterias Pro 5,0 Ah. Quem precisa de telemetria e gestão de ativos, olhe a Bosch GSB 18V-85 C. Quem quer o melhor realismo entre o que a ferramenta entrega e o que o investimento exige — sem abrir mão de suporte técnico nacional robusto —, a Makita DHP490 é, hoje, a resposta mais completa.

Makita DHP490

Makita DHP490

Furadeira de impacto 18V brushless com 130 Nm e mandril Rohm de 13 mm